Avião que caiu em avenida de Ubatuba em 2023 teve problemas técnicos e falhas na operação, aponta Cenipa
Avião cai em avenida de Ubatuba Márcio Silva/Arquivo pessoal O avião de pequeno porte que caiu em uma avenida de Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, em ...
Avião cai em avenida de Ubatuba Márcio Silva/Arquivo pessoal O avião de pequeno porte que caiu em uma avenida de Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, em janeiro de 2023 sofreu influência de fatores humanos relacionados à operação do voo, além de problemas técnicos e de manutenção, segundo relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado nesta sexta-feira (21). O acidente aconteceu no dia 28 de janeiro de 2023, quando a aeronave fazia um voo para rebocar uma faixa de publicidade. Depois de pegar a faixa, o avião não conseguiu ganhar altitude como esperado e acabou atingindo o cercado do aeroporto e um poste antes de cair na Avenida Iperoig, no Centro de Ubatuba. O piloto era o único ocupante e saiu ileso. Não houve outras vítimas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Durante a análise do motor, os investigadores do Cenipa encontraram resíduos de carbonização em partes das válvulas do segundo cilindro. Segundo o relatório, essa condição pode ter reduzido a potência disponível do motor. Vídeo de arquivo - Avião de pequeno porte cai em avenida de Ubatuba A manutenção da aeronave foi considerada um fator de influência indeterminada, ou seja, o Cenipa não conseguiu confirmar qual foi a relação entre o problema encontrado e os procedimentos de manutenção. O relatório também aponta que a aplicação dos comandos e o julgamento de pilotagem contribuíram para o acidente. O documento não atribui culpa ao piloto. As condições meteorológicas estavam adequadas para o voo e não contribuíram para o acidente, segundo o órgão. Na época, após pegar a faixa de publicidade, o piloto percebeu que a aeronave estava perdendo velocidade. Ele soltou a faixa para diminuir o arrasto e, na sequência, baixou os flapes, partes móveis das asas usadas para aumentar a sustentação. Segundo o Cenipa, a configuração adotada naquele momento contribuiu para a perda de energia da aeronave, que não conseguiu ganhar altitude suficiente para ultrapassar os obstáculos na saída do aeroporto. Após a investigação, o Cenipa recomendou o reforço de procedimentos de treinamento e segurança para operações de reboque de faixas, principalmente em situações de baixa velocidade. Também recomendou a verificação dos procedimentos de manutenção dos motores da empresa responsável pela aeronave. O Cenipa ressalta que as recomendações têm como objetivo prevenir novos acidentes e não apontar culpa ou responsabilidade. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina